“Das Leben der Anderen”… hã?

Aluguei “A Vida dos Outros” outro dia, mas não o assisti. Comecei e peguei no sono. Depois, sem tempo, apenas gravei-o no computador antes de devolvê-lo à locadora.

Hoje, num dia frio e com um novo monitor, resolvi me enrolar no edredom e tentar vê-lo enfim. Se eu dormisse, de novo e sentada… seria realmente melhor desistir do filme.

Mas desta vez as duas horas e quinze não foram nem um pouco cansativas. Achei o filme bacana.

E, ao final, é pra ficar pensando: Ele mudou? Ou o cara na essência é um “homem bom” que apenas segue uma causa e líderes errados? Ou mudou porque ficou obcecado pela vida dos outros que espionava? Ótimo personagem, Wiesler; e ótimo ator, Ulrich Mühe.

Add comment 11/Maio/2008

“Quantas pessoas têm uma segunda chance?”

Pessoas demais. Metade das pessoas que eu salvo não merecem uma segunda chance.(House)

Add comment 10/Maio/2008

Tristeza fútil, alegria idem

Ontem foi um dia de tristeza estranha. Talvez porque tenham cancelado o último dia (quinta à noite) de exibição de Shine a Light, que eu queria ter assistido de novo e não pude; talvez porque na aula de inglês eu tenha estudado a past unreal conditional e seus regrets. Talvez porque eu decididamente não seja uma pessoa competitiva e detesto isso mesmo se em situações aparentemente inofensivas e banais, como as pessoas se amontoando numa promoção e brigando por um último eletrodoméstico em desconto; ou no trabalho, quando se disputa um serviço, um cliente. Daí, nesses dias estranhos, os passos e os ponteiros ficam mais lentos. Um dos remédios é dormir. E depois de uma longa noite, hoje, perceber como é fútil minha tristeza. O marasmo de um sábado e ver que House e Lost estão baixando a mais de 200 kB/s já me deixam satisfeita.

2 comments 10/Maio/2008

O charme do velho shopping

Tem coisas e bichos que me fazem querer freqüentar um lugar. Por exemplo, sempre penso em estudar italiano numa determinada escola daqui, da cidade, porque um dia passei pela frente dela e vi um gato lindo (um felino, quadrúpede) na recepção.

E tem o Shopping Com-Tour… Bom, o Com-Tour já foi o segundo shopping do país, foi “o” shopping da minha infância, mas hoje é descabido ser chamado de shopping center. É, mais, uma galeria de lojas, com um supermercado e um cinema… e praticamente só isso. É um pequeno shopping.

Mas o Com-Tour, apesar de pequeno, tem dois bons atrativos. Um, é o cinema, o mais barato da cidade e com alguns filmes que não chegam noutras salas. (O problema é que o auditório às vezes é usado pra certos eventos inoportunos, então pode acontecer de você ir assistir a Shine a Light e haver um cartaz informando que a sessão desse dia foi cancelada. Chato, isso.)

E o Com-Tour tem seu atrativo maior que é o casal de vira-latas que foi adotado pelos seguranças do local e que, junto com eles, formam um grupo que chama a atenção de qualquer um.

Se você vir um segurança do Com-Tour, continue olhando que logo notará seus “cães-de-guarda”. Se você vir um cachorrinho vira-lata, o mais vira-lata que você puder imaginar, tranqüilamente zanzando por ali, espere e logo haverá um outro e mais um cara vestido de preto por perto.

Se o segurança entra numa loja, por exemplo, eles esperam educada e ansiosamente do lado de fora.

Muita gente se interessa pelos bichinhos, mas algumas pessoas apenas os acham ordinários demais e os escorraçam quando chegam perto. Eu os acho… ah… eles são lindos, ora.

Add comment 9/Maio/2008

Sonhei com ciclones

Eles vinham em bando de três. De repente, mudavam sua forma cônica para monstros gigantes meio fantasmagóricos que devastavam cidades. A cada dia uma cidade mais e mais próxima de Londrina. Nosso subconsciente é, às vezes, nada subjetivo.

Add comment 8/Maio/2008

Sim, gosto de viajar, mesmo que seja por quebradas

E sempre desconfio das pessoas que reclamam por trabalhar viajando, dizendo que cansa, blablablá, que não agüentam mais. Eu até acredito que cansa, tá, cansa. Mas em que não acredito muito é a parte do blablablá e que não agüentam mais. Sempre penso que se essas pessoas trabalhassem um mês… não, duas semanas… entre quatro paredes, fazendo apenas um serviço burocrático, atendendo telefone, e com acesso restrito à internet… garanto que elas iam querer, rápido, voltar pra estrada.

Add comment 7/Maio/2008

A 170 km de casa

Fui parar onde Judas perdeu as botas. A propósito, de onde vem isto: “onde Judas perdeu as botas”? Mas, enfim, é pra onde fui: Rosário do Ivaí, cerca de 6 mil habitantes, a cerca de 170 km daqui.

Nem é tão longe, mas é o fim do mundo. Do tipo de fim de mundo que só tem uma entrada e uma saída, ambas a mesma coisa. Você chega lá e não tem mais nada à frente.

Se não há mais pra onde ir e não há mais o que fazer, então faça o seu trabalho. E foi fazendo o meu trabalho, à frente de um computador, que ouvi o inusitado som do fim do mundo: um sino.

Há tempos não ouvia um sino. Em Rosário, sim. E de hora em hora, pontualmente. Uma da tarde, uma badalada; às duas, duas; e assim segue. Depois das nove da noite até às seis da manhã, o sino dá uma trégua pro sono dos fiéis e dos infiéis. Estava até achando legal… ele começava a tocar e eu contava pra saber as horas. Só que aí, às seis da tarde, em vez do sino, a Ave Maria (acho que a de Schubert). Nada contra a Ave Maria, mas perdeu a graça ao saber que o sino é só um sistema de som eletrônico.

Fiquei no “hotel” mais famoso da região. As aspas, suponho, deixam claro que não se tratava muito bem de um hotel. “Pensão” seria um termo mais indicado. Outras pessoas que já haviam passado pelo lugar me alertaram que eu até poderia conseguir um quarto com banheiro privativo, mas as baratas seriam coletivas. Consegui, sim, um quarto com banheiro. E sou uma pessoa muito anti-social, nem as baratas quiseram minha companhia.

A pensão, digo, hotel… era mesmo muito simples, simples demais. E o café da manhã, idem. Sem talheres, sem pratos, sem guardanapos, sem bolos… Mas com pão feito em casa, o verdadeiro. Não desses pães que se dizem caseiros, mas são fofos de uma maciez sem gosto. Não. Pão feito em casa com cara de pão feito em casa, pesado, com sustância. Voltei à casa da minha mãe, na simplicidade e no pão.

E vim, então, de volta pra casa minha. Nesta quarta de manhã com jeito de domingo ensolarado de inverno.

Retornado do fim do mundo, vim prestando atenção na estrada e constatando… A estrada pro fim do mundo, e pela qual se volta de lá, é muito estreita, sem acostamento, esburacada e cheia de curvas. Mas eis que, com as músicas certas tocando no MP3 e com um pouco de boa vontade, a estrada do fim do mundo se transforma na estrada do paraíso. Ou: o paraíso é a estrada. A pista é estreita mas quase sempre é toda sua, ideal pra se infringir mãos e seguir na contra, cantando alto e buzinando pra afastar os pássaros. O resto é a névoa da manhã na serra, o verde e o nada.

2 comments 7/Maio/2008

Outras fotos da Deni, da gente

4 comments 6/Maio/2008

Nada se justifica

Num domingo de manhã, o pai bate na filha de 39 dias, a agride a ponto de matá-la. O pai é preso e a mãe encaminhada para uma entidade para vítimas de violência doméstica. Como barbaridade pouca é bobagem, os vizinhos “resolvem” ficar revoltados e queimar a casa em que a família vivia. Mas antes tomam a providência de retirar as coisas do casal e pegarem-nas para si.

Add comment 6/Maio/2008

Já imaginou assistir ao vivo?

Add comment 4/Maio/2008

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Caviloso

"Essa palavra saiu de moda mas deveria ser reconduzida, não existe melhor definição para a alma do felino. E de certas pessoas que falam pouco e olham. Olham. Cavilosidade sugere cuidado, cave - aquele recôncavo onde o vinho envelhece. Na cave o gato se esconde, ele sabe do perigo." (Lygia Fagundes Telles)

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